Como tudo começou



20 de Setembro de 2019: tínhamos acabado de ser emparelhados com os nossos penpals americanos no âmbito do projeto Letters to a Pre-Scientist.


Conversa no whatsapp:

"Gosto imenso deste projecto!"
"Podíamos implementar o projecto em português..."
"E se enviássemos um email à LPS e à Native com a ideia?"
"Vou preparar um rascunho do email e já to mando."

E assim começou a nascer a Cartas com Ciência!


Vamos desenvolver programas em português de troca de cartas tradicionais entre crianças nos países de língua portuguesa e cientistas espalhados pelo mundo.

Este projecto projeto nasceu inspirado no homólogo americano "Letters to a Pre-Scientist" e é uma spin-off da Native Scientist, por sua vez fundada por duas investigadoras portuguesas no Reino Unido.


Toda a organização é assegurada pela nossa equipa. Associaremos as turmas participantes - inscritas pelos respectivos professores - a um número de investigadores igual ao número de alunos de cada turma, adoptando assim uma política que fomenta a inclusão: todos os alunos de cada turma participam no programa independentemente do seu interesse inicial em carreiras científicas. Os interesses académicos e/ou recreativos dos alunos - por exemplo, animais, espaço ou corpo humano, e futebol, leitura ou música - serão tidos em conta na escolha dos investigadores com que se corresponderão.


Ao suscitar um maior interesse pelo universo do ensino superior e da ciência, o projecto constituir-se-á, a nosso ver, num passo estratégico rumo à mudança social, promovendo a redução das desigualdades e a qualidade na educação dos cidadãos lusófonos, duas das 17 metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelas Nações Unidas para 2030. Mais crianças encararão carreiras de investigação e o ensino superior como uma possibilidade, especialmente em contextos desprivilegiados.


Recordemos que, na sua maioria, os países de língua portuguesa estão classificados pelo Banco Mundial como de rendimento baixo ou médio-baixo, e muitos têm taxas de alfabetização de 55-70%.


O português é falado por mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, para muitas crianças que vivem nos PALOP, não sendo o português a sua língua materna, é a língua da escola. É com base nesta realidade que pretendemos promover o português como língua de conhecimento e de oportunidades, de solidariedade e de cooperação entre os países de língua portuguesa.


Estamos muito gratos aos vários parceiros que já se associaram ao nosso projecto: Instituto Gulbenkian da Ciência e Universidade de Aveiro (Portugal); Osuwela (ONG moçambicana), Instituto Politécnico da Tundavala (Lubango, Angola), CISION e Idea Factory (Portugal).


Juntem-se a nós para levar a ciência a todos os cantos da lusofonia, uma carta de cada vez.


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